Merda, merda, merda, merda!
Tiras-me o sono!
Não consigo parar de pensar em ti e em como me fazes falta. Neste momento apoderaste-te de toda a minha mente e a falta que me fazes tornou-se incontrolável.
As lágrimas não têm uma ponta de respeito e caem-me pelo rosto como se de uma fonte se tratasse e não me peças para explicar isto que estou a sentir agora... não consigo mesmo e nem sei o porquê. Foi um desejo súbito de te querer ter.
Preciso que me digas que me amas daquela maneira que só tu sabes, preciso que me digas que te faço falta e que me queres como nunca... O meu coração sente-se tão pequeno que quase me escorrega pelo peito e se desfaz em mil pedaços.
Caramba, nunca me senti assim. Dói-me o peito, o ar escapa-me e a dificuldade a respirar torna-se cada vez maior.
Por um lado, só me apetece estar contigo, falar contigo, sentir-te aqui, bem pertinho... mas por outro lado, só me apetece estar sózinha, fechar-me em mim e não falar com ninguém. Queria tanto poder sair daqui e ir até à praia, pisar a areia fria, respirar a brisa que por lá paira e sentir-me livre...
Preciso de por as ideias no sítio certo e deixar que estes pensamentos estupidos se apoderem de mim.
Sabes, às vezes questiono-me acerca disto, de nós... Não sinto que seja a pessoa certa para ti. Temo ainda ter uma personalidade demasiado infantil e que nao corresponde àquilo que és. Não tenho metade das tuas capacidades e não me sinto apta para ter alguém tão perfeito como tu.
Já não sei o que dizer mais... cá dentro há tanta coisa a querer sair, mas que hesita sem razão aparente.
Isto que estou a sentir, nunca tinha sentido e lidar com este sentimento pela primeira vez não está a ser nada fácil. Sinto-me a sufocar, como se me estivessem a apertar o peito..
Merda, merda, merda, merda!
(estou a precisar de gritar. de manhã vou até à praia dar um berro)

